quarta-feira, 25 de novembro de 2015

segunda-feira, 25 de maio de 2015


Que corpo é esse que já não se aguenta?
Que resiste ao limiar
Que desaba sobre si
Músculos e ossos
Poros e narinas
Olhos e joelhos
Seios, costas, cataratas
Suas torres de vigia
Que corpo é esse?
Que pulsa, escuta,
Expulsa, abraça
Comporta, contém
O corpo ocupa!  O corpo não é culpa
O corpo, a culpa, o espaço
Que corpo é esse?
Que protege, reage
Que é origem e passagem
Que corpo é esse que já não se aguenta?
Que se esgota
E não se resgata
Aqui
Por enquanto
É tudo ainda!







O Teatro Mágico*

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

“…descobri que carregamos conosco muitas Matrioscas.

 Temos uma aparência externa, a grande matriosca,

a que todo mundo vê, e no interior, várias outras, parecidas,

cada uma delas carregando consigo predicados e defeitos.

São elas que nos fazem fortes, destemidas, ousadas, desaforadas,

sábias, justas, ou inconsequentes.

São elas também que vacilam, sofrem e choram.

 O importante, porém, é o renascer constante;

 é a sabedoria de olhar lá fora e descobrir saídas possíveis.

 E como diz Adélia Prado, “Mulher é desdobrável. Eu sou”.

 E temos várias camadas, digo eu, como as Matrioscas!