“…descobri que carregamos conosco muitas Matrioscas.
Temos uma aparência externa, a grande matriosca,
a que todo mundo vê, e no interior, várias outras, parecidas,
cada uma delas carregando consigo predicados e defeitos.
São elas que nos fazem fortes, destemidas, ousadas, desaforadas,
sábias, justas, ou inconsequentes.
São elas também que vacilam, sofrem e choram.
O importante, porém, é o renascer constante;
é a sabedoria de olhar lá fora e descobrir saídas possíveis.
E como diz Adélia Prado, “Mulher é desdobrável. Eu sou”.
E temos várias camadas, digo eu, como as Matrioscas!