sábado, 20 de dezembro de 2014

Apoderar-se de si
Recombinando atos
Não sou quem estou aqui
Sou um instante passo
Cada um, cada qual
Resgatar o júbilo
Resistir, ser plural
Repartir o acúmulo
Apoderar-se de si
Remediando passos
Convergir no olhar
Nosso brio e fúria
Conceber, conservar
Aguerrida entrega
Nesse nosso desbravar
Emanemo-nos amor
Até quando suceder
De silenciar
O que nos trouxe até aqui
Nada melhor virá...











'O Teatro Mágico'

quinta-feira, 13 de novembro de 2014



QUANDO EU CRESCER VOU VIRAR CRIANÇA


Juro de pé junto, viu. Cruzo os dedos. A praga já está rogada por mim mesma, diante do espelho grande do meu quarto que oscila entre alheio-e-alienado.
Envelheça quem quiser, a cada dia que passa. Eu não. Faço caras e bocas e me posiciono ereta desafiando a dona cronologia. Miro com um estilingue bem no meio dos olhos do tempo e pimba! Foi-se a desaceleração da vida, a palidez e tremulações, comuns ao avançar da idade.
Maturescência, emburrescência, senescência essas palavras todas foram apagadas com água sanitária da sisudez dos dicionários. Ah, você vai concordar comigo, saber ser criança e continuar assim, sem empilhar as brincadeiras mofadas num baú velho e triste, não é pra qualquer um.
Tem que ter olhos de diamante, saber fazer e receber cócegas, apresentar mágicas em mãos de fada, seja Sininho ou Peter Pan. Escancarar na boca tenra um sorriso de picolé fresquinho de morango. Travessura mais saborosa essa, com a língua dengosa, esquecida num canto da boca.
Os sonhos de uma criança de 6 ou 60 ou 80 anos devem ser muito compridos. Ostentar inúmeros formatos e texturas. Sonhos de massinha, de bolhas de sabão, de balões de aniversário, de cadernos borrados de lápis de cera, de bonecas e soldadinhos.
Isso, preste atenção, os sonhos precisam se estender a todas as gerações. Sonhos de amar bonito. De cuidar de passarinho filhote. De dar beijo suave nas pálpebras do namorado ou da namorada. De fazer amor como quem brinca de roda na praça dos desejos e fica com a cabeça tonta de tanto rodar.
Muitos ideais também precisam ser costurados aos sonhos.
A ponto de colarem o próprio nariz no céu. Subindo até lá, afoitos e curiosos, montados em pipas ou agarrados em papagaios atados em tecido grosso, resistente a chuvas e trovoadas .
Aconselha-se que as fantasias voem soltas, aladas, embaladas em gratuita e despretensiosa felicidade. (Aliás, felicidade precisa ser explicada?) A imaginação linda e translúcida, flutuando no ritmo das gaivotas e com a cabeça acolchoada em nuvens. Esta é a cena.
Alguém já disse que as nuvens se assemelham a algodão doce. Sorvete de creme ou tapioca. Talvez saibam a chantilly batido. Você escolhe. Porque se estiver disposto a tomar vacina contra a rabugice e os crepúsculos da rotina, como eu já tomei, asseguro que há alguns postos de vacinação logo aí, no bairro aonde mora.
Está certo. Nós sabemos que você hoje tem a altura de um adulto, olhar apreensivo. Compromissos de quem já possui carteira de identidade e CPF. Carrega nas costas um trabalho, crachá e mil tarefas chatas e vazias à sua espera dia após dia.
Calma. Eu também levo todas estas funções agendadas na mochila das responsabilidades. E nem por isso, garanto, serei escrava de rugas, celulite, nem da gelatinosa flacidez . Que se danem as metamorfoses! Kafka virou barata, pra tirar umas férias ex-humanas. Oscar Wilde, no “Retrato de Dorian Gray”, tentou congelar a juventude. Os vampiros e zumbis que nos rondam fazem orgia com a imortalidade. Ainda que ela, a imortalidade, pareça chocha ou sem graça.

Você vai dizer agora que não dá pra crescer e continuar sendo criança por causa dos bandidos. Do tráfico. Da corrupção impiedosa. Do gélido e deslavado cinismo dos políticos. Vai dizer que não dá pra colecionar mais travessuras, nem álbuns de figurinhas debaixo do seu travesseiro porque a maldade, à espreita, ronda as noites. Surge de onde menos se espera. Do mesmo modo que a inveja, a falsidade, as devastações do ódio e do desamor espalhadas à nossa volta.
Acontece que nenhuma criança que se preze quer saber de noites negras e tenebrosas. Das rajadas de vento que de tão cruéis ameaçam virar ciclones. Da falta de água, comida, de abraços, sussurros e beijos. Das dores. Sim, há muitas dores que gemem órfãs e em silêncio.
As crianças, àquelas que, apesar de fortes abandonos e carências, sabem continuar brincando em todas as idades fizeram pacto com a alegria, a solidariedade, a fraternidade escancarada e sem limites. As mãos, mesmo eventualmente ensanguentadas, permanecem abertas, sempre revelando acolhimento a quem se aproxima nas calçadas ou ruas. Pessoas anônimas, talvez borboletas, somadas aos bichinhos todos que também habitam as florestas.
Alguma vez, certamente, uma história contada na beira da nossa cama, quando ainda éramos pequeninos, nos conduziu a uma floresta especial. Lá, cercados por plantas raras, seres elementais, descobrimos também que, além de cobras, leões e lagartos, entrecortavam estas matas densas rios sagazes, saguis elétricos, araras reais e sombras acalentadoras.
Escute, faz apenas alguns anos que percebi que o barato da vida consiste na preservação da saúde e da energia das nossas crianças. Tanto da meninada do lado de fora, como a que brinca de cabra-cega do lado de dentro do nosso corpo, circulando nosso coração.
Descobri que as crianças são antídotos infalíveis de matar o tempo, o tédio, a descrença e o desânimo de uma só vez.
O poeta Manoel de Barros é uma criança grande. A frase-título desta minha crônica é de sua lavra. Esse menino sapeca de quase 100 anos sabe transformar a sua a e nossa vida em um delicioso parque de diversões.
Neste exato instante, aliás, ele nos convida a pegar uma tesoura para descosturar de mansinho o sentido das palavras. Conferir sentido às coisas desimportantes, aspirar o aroma de cada brisa, logo no bocejo das primeiras alvoradas e  conversar de perto com as cores que estão à nossa volta. Vamos?





' Graça Taguti


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Amadurecência *

O primeiro senso é a fuga.
Bom, na verdade é o medo,
Daí então, a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude,
Uma alteridade disfarçada,
Inquilina de todos os nossos riscos,
A juventude plena e sem planos se esvai
O parto ocorre.
Parto-me. Parto-me. Parto-me. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias.
Flagelo-me.
Exponho cicatrizes.
E acordo os meus, com muito mais cuidado,
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia nunca não passar,
O ser vil que passou para servir,
Pra discernir, harmonizar o tom.
Movimento. Som.
Toda terra que devo doar.
Todo voto que devo parir.
Não dever ao devir,
Nunca deixar de ouvir,
Com outros olhos!
Com outros olhos!
Com outros olhos!








'O Teatro Mágico' *

domingo, 14 de setembro de 2014

Sou um coração batendo no mundo. Dentre tantos corações fortes e intensos,
 um veio bater no meu peito, num ritmo louco e sem contento.
 Desassossegado, quase mal educado, retumbante e barulhento,
 com vinte mil alfaias em conjunto, explode em meu peito a vontade de tudo.
 Sou um coração batendo com fome, no mundo.
 Quero que a vida me leve de coração cheio, saciado, empanturrado,
 que não me falte nada que viver. Eu tenho pressa, meu amor,
 de ver que a história tem um final feliz.
 Vivo com a urgência dos dias contados, sem saber exatamente o dia do fim.
 E não vivemos todos assim? 

Parece que tem gente que bate o pé, em vez do coração.
 Estranho é pensar que viver adormecido pode ser o melhor caminho
 e que se alimentar de rasos momentos,
multiplicar silêncios é, afinal, um jeitinho bom.
 Estranho é pensar que a gente gosta, mas prefere não sentir,
que a gente abre mão da inquietação natural de tudo o que faz bem
e dorme no estranho conforto de uma cama vazia.
 É como escolher um prato sem risco, sem gosto, sem afeto,
 feito apenas para alimentar, e partir sem recordação.
Pois meu coração é voraz e tem fome e bate na mesa três vezes,
 retumbante, quero mais, quero melhor, quero repetir.






  adaptado*                                                                                                                                                                
                                                                                                                


                                                    

                                                                                  



sábado, 9 de agosto de 2014

Ela é sensível e tem um coração maior do que a razão.
Ainda acredita nas pessoas e vive, deseja, sente, é sincera e acredita que todos também são.
Ela se sente cansada, exausta e diferente de todos, pois consegue ver o que os demais não conseguem. Espera pela grande mudança que sabe que ainda irá acontecer. Dorme fazendo planos e acorda cansada ao ver que nada ainda faz sentindo algum. Ela reinicia e tenta quantas vezes for preciso, mas talvez não mais com a mesma agilidade e rapidez que antes. Com os anos ela aprendeu quando é chegada a hora e o momento de reagir ou de recuar. Se assusta com certos tipos de pessoas que conseguem falar de sentimentos e ao mesmo tempo serem tão frias e contraditórias. A sua sensibilidade ganhou um amadurecimento, uma evolução e isto a alerta sobre os danos que ela poderá vir a ter.
Já perdeu pessoas queridas que pensou que nunca iria perder, mas também já ganhou.
Já 
teve em suas mãos e também já perdeu o que muito quis sem querer. Já chorou por sentir saudades, mas sabe que também já fez alguém chorar pelo mesmo motivo. Ela briga, brinca, xinga, perdoa, erra, recomeça, cresce, desaba, se refaz, grita e silencia tudo conforme o momento pede.
É
 intensa e gosta de se molhar na chuva, e por ser assim ela vai falar, ela vai fazer, mesmo que não seja o mais certo a se fazer. É daquelas que não escuta ninguém alem do seu próprio coração. Tenta não se ferir, mas é inevitável, pois qualquer palavra mal colocada ou mesmo que pequena que seja, será para ela como a palavra definitiva e mais verdadeira absoluta. Ela presta atenção nos detalhes e nada passa por ela por acaso.
F
az acontecer, pois como ela enxerga alem, provavelmente já estava esperando e preparada. Mas como cada um tem um ritmo e não são todos que tem a sua coragem... continua caminhando, sorrindo e cantando... Entendendo muitas coisas e não compreendendo as pessoas, mas nunca deixando de as amar e de acreditar que tudo pode ser melhor.
















adaptado*

sexta-feira, 16 de maio de 2014


“Meu encanto precisa da saudade...”
“Era uma vez uma menina que amava um pássaro encantado
 que sempre a visitava e lhe contava estórias, o que a fazia imensamente feliz.
 Mas chegava um momento que o pássaro dizia: “Tenho que ir”.
 A menina chorava porque amava o pássaro e não queria que ele partisse.
 “Menina”, disse-lhe o pássaro, “aprenda o que vou lhe ensinar:
 eu só sou encantado por causa da ausência. É na ausência que a saudade vive.
 E a saudade é um perfume que torna encantados todos os que os sentem.
 Quem tem saudades esta amando.
Tenho que partir para que a saudade exista e para que continue a ama-la
 e você continue a me amar...” E partia.
A menina, sofrendo a dor da saudade maquinou um plano:
 quando o pássaro voltou e lhe contou estórias e foi dormir,
ela o prendeu em uma gaiola de prata, dizendo:
“Agora ele será meu para sempre.” Mas não foi isso que aconteceu.
 O pássaro, sem poder voar, perdeu as cores, perdeu o brilho, perdeu a alegria,
 não tinha mais estórias para contar. E o amor acabou.
Levou um tempo para que a menina percebesse
 que ela não amava aquele pássaro engaiolado.
 O pássaro que ela amava era o pássaro que voava livre
 e voltava quando queria e ela soltou o pássaro que voou para longe.”


Rubem Alves in A menina e o pássaro encantado

sexta-feira, 9 de maio de 2014


Se fosse possível traduzir sensações...

"
te vi com os olhos da alma,
você entenderia os meus suspiros insolentes
 e os olhares perdidos no céu, 
que chamo o teu nome baixinho...
 
 Você entenderia quando digo “vem”, que peço “fica”,
 
que é para a vida não nos estragar.

 Se você entendesse as minhas formas bonitas
 de te ver sem te saber,
 não conseguiria mais ir."

sexta-feira, 11 de abril de 2014



A solidão é sempre fundamento
da liberdade. Mas também do espaço
por onde se desenvolve o alargar do tempo
à volta da atenção estrita do ato.
Húmus, e alma, é a solidão. E vento, 
quando da imóvel solenidade clama
o mudo susto do grito, ainda suspenso
do nome que vai ser sua prisão pensada.
A menos que esse nome seja estremecimento
— fruto de solidão compenetrada
que, por dentro da sombra, nomeia o movimento
de cada corpo entrando por sua luz sagrada.






Fernando Echevarría

quarta-feira, 9 de abril de 2014

‎"O que revela a nossa força 
não é sermos imbatíveis, incansáveis, invulneráveis.
 É a coragem de avançar, ainda que com medo.
 É a vontade de viver, 
mesmo que já tenhamos morrido um pouco ou muito,
 aqui e ali, pelo caminho.
 É a intenção de não desistirmos de nós mesmos,
 por maior que às vezes seja a tentação.
 São os gestos de gentileza e ternura
que somente os fortes conseguem ter."

terça-feira, 8 de abril de 2014

Receba doses de ânimo na sua vida
todos os dias...
Felicidade pra você
Felicidade pra tua casa
Felicidade pra tua família
Felicidade para os teus sonhos
Abrace mais... Sorria mais...
diga que ama mais...
Vida abundante pra você!
L               U                Z


“Há qualquer coisa de longínquo em mim neste momento.
 Estou de fato à varanda da vida, mas não é bem desta vida. (...)
 Sou todo eu uma vaga saudade, nem do passado, nem do futuro:
 sou uma saudade do presente,
 anônima, prolixa e incompreendida.”





Fernando Pessoa* 

quarta-feira, 26 de março de 2014




"O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida...

Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
De carícia a contrapelo...

Partir, ó alma, que dizes?
Colher as horas, em suma...
Mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte nenhuma!"









Canção de Outono, de Mario de Quintana.










quarta-feira, 19 de março de 2014




"Borboleta parece flor

 que o vento tirou pra dançar


Flor parece a gente " ♪♫♪
...







O teatro mágico*

terça-feira, 18 de março de 2014

Sentir-se Livre não tem nada a ver com ter
 ou não um compromisso com outra pessoa.
 Sentir-se Livre é ter um olhar para si,
 é compreender que mesmo nos limites
 da forma humana é possível não ser escravo.
 Sentir-se Liberta!











Keithi Mello*

terça-feira, 11 de março de 2014




Fui fechar a janela ao vento.
- Vento, por que vens aqui?
Eu amo os papeis que leio!
Fui fechar a janela ao vento
e me arrependi.

O vento dançava nos ares,
nem no céu nem no jardim,
só na sua liberdade,
o vento dançava nos ares,
isento e sem fim.

- Vento, quero ir também contigo,
em meu coração falei.
E meu coração levou-me!
- Mais longe do que contigo,
vento, voarei.



(Cecília Meireles)

sábado, 8 de março de 2014


MULHER*



"Ela pode ser o espelho do meu sonho

Um sorriso refletido em uma correnteza
Ela pode não ser o que parece
Dentro de sua concha

Ela que sempre parece feliz na multidão
Cujos olhos podem ser tão reservados e tão orgulhosos
Ninguém pode vê-los
Quando eles choram"








(Elvis Costello-she
)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Ah, esse meu coração que se antecipa no tempo
e não falha na sua intuição...
Rouba-me a surpresa das coisas!
Então quando acontecem, só penso:
Eu já sabia...



Provar e atestar a energia do amor,

é gastar nossa própria energia vital

a fim de provar a existência de um sentimento,

de uma energia, que não precisa ser atestada.


 (Ricardo Prado)
“Que, quando nossas pernas estiverem cansadas,
possamos caminhar com a força
 que existe em nosso coração.
Que, quando nosso coração estiver cansado,
possamos mesmo assim seguir adiante
 com a força da Fé.”

(Paulo Coelho)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Nossos corpos sabem das coisas
 que nossas mentes gostariam de se livrar.
 Das coisas que estão esquecidas
 em algum nível de consciência,
estão sempre presentes concretamente no corpo.
 A boa notícia é que nunca é tarde
 para acessar esses assuntos,
 e que os resultados de um olhar para o corpo,
 podem afetar tanto o plano físico
 como o mental e emocional.

Evite usar as palavras “Devo”, “Tenho” e “Preciso”
Estas palavras pressupõem
que algo externo controla a sua vida.
 Substitua-as por “Quero”, “Decido”, “Vou”,
 estas palavras definem pessoas
 com elevada auto-confiança,
 auto-controle e muito determinadas.

Ao conquistar a virtude
 de ter um coração agradecido,
 você respeita a todos
e ao mesmo tempo
 não perde seu discernimento.
 É o antídoto para o orgulho.

Que eu tenha sempre comigo:
 Colo de mãe.
Abraço apertado. Riso de graça.
 Brilho no olho. Amor quentinho.
Tristeza que passa. Força nos ombros.
Criança por perto. Astral bonito.
Prece nos lábios.
Saudade mansinha. Fé no futuro.
 Delicadeza nos gestos.
Conversa que cura. Cotidiano enfeitado.
 Firmeza nos passos.
E Sonhos que salvam.
'' Que os beijos nos tragam a calma.
 Que o afeto nos cure a alma.
 Que o carinho permaneça.
Que a gentileza prevaleça.
 Que as coisas boas se multipliquem.''


domingo, 16 de fevereiro de 2014

É preciso não esquecer
que é o espírito que ama não o corpo,
 e quando a ilusão material se dissipa
 o espírito vê a realidade.


(Allan Kardec)




Num deserto
 de almas também desertas,
 uma alma especial
 reconhece de imediato a outra.


(Caio F. Abreu)






Caminhos...

"Abençoadas sejam as surpresas risonhas pelo caminho.
As belezas que se mostram sem fazer suspense.
As afeições compartilhadas sem esforço.
As vezes em que a vida nos tira pra dançar
 sem nos dar tempo de recusar o convite."




*

(Ana Jácomo)






Escutando o canto
Dos pássaros
...

Aproveitar a tarde
Sem pensar na vida
Andar despreocupado
Sem saber a hora
De voltar

 ♪♪♫



Momentos...

“Eu queria pôr todo o nosso amor em palavras.
 Caligrafar cada beijo, cada cheiro,
 cada toque, cada abraço,
 para que as outras pessoas pudessem enxergar
que o amor verdadeiro é feito de exageros
 e só produz felicidade.
 Mas elas não entenderiam,
 nunca entenderiam o nosso jeito de amar.”







V I D A !

"E o Tempo dono de todas as coisas, ensina quão provisório é o pranto e a gargalhada…
 por isso não recuso nada. Que venha o que vier, como vier.
 Eu suporto qualquer circunstância que me lapide,
 que me desassossegue para que eu valorize os momentos de paz do meu coração.
 Vida é totalidade. Inclui tudo. Vida é vontade de Mundo.
 Dor faz parte da vida e, por mais preciosa que seja,
 não permito que ela seja a parte mais importante."


-
 (Marla de Queiroz)