Sou um coração batendo no mundo. Dentre tantos corações fortes e intensos,
um veio bater no meu peito, num ritmo louco e sem contento.
Desassossegado, quase mal educado, retumbante e barulhento,
com vinte mil alfaias em conjunto, explode em meu peito a vontade de tudo.
Sou um coração batendo com fome, no mundo.
Quero que a vida me leve de coração cheio, saciado, empanturrado,
que não me falte nada que viver. Eu tenho pressa, meu amor,
de ver que a história tem um final feliz.
Vivo com a urgência dos dias contados, sem saber exatamente o dia do fim.
E não vivemos todos assim?
um veio bater no meu peito, num ritmo louco e sem contento.
Desassossegado, quase mal educado, retumbante e barulhento,
com vinte mil alfaias em conjunto, explode em meu peito a vontade de tudo.
Sou um coração batendo com fome, no mundo.
Quero que a vida me leve de coração cheio, saciado, empanturrado,
que não me falte nada que viver. Eu tenho pressa, meu amor,
de ver que a história tem um final feliz.
Vivo com a urgência dos dias contados, sem saber exatamente o dia do fim.
E não vivemos todos assim?
Parece que tem gente que bate o pé, em vez do coração.
Estranho é pensar que viver adormecido pode ser o melhor caminho
e que se alimentar de rasos momentos,
multiplicar silêncios é, afinal, um jeitinho bom.
Estranho é pensar que a gente gosta, mas prefere não sentir,
que a gente abre mão da inquietação natural de tudo o que faz bem
e dorme no estranho conforto de uma cama vazia.
É como escolher um prato sem risco, sem gosto, sem afeto,
feito apenas para alimentar, e partir sem recordação.
Pois meu coração é voraz e tem fome e bate na mesa três vezes,
retumbante, quero mais, quero melhor, quero repetir.
Estranho é pensar que viver adormecido pode ser o melhor caminho
e que se alimentar de rasos momentos,
multiplicar silêncios é, afinal, um jeitinho bom.
Estranho é pensar que a gente gosta, mas prefere não sentir,
que a gente abre mão da inquietação natural de tudo o que faz bem
e dorme no estranho conforto de uma cama vazia.
É como escolher um prato sem risco, sem gosto, sem afeto,
feito apenas para alimentar, e partir sem recordação.
Pois meu coração é voraz e tem fome e bate na mesa três vezes,
retumbante, quero mais, quero melhor, quero repetir.
